segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sonhos apagados


Queria ter sido o mar calmo que buscavas
Para fazer teu barco deslizar soprado por suave vento
Beber a felicidade em teu sorriso
Partilhar abraços, morar em teu pensamento.


Que pena ver coisas tão nossas, em cinzas transformadas!
Meus sonhos de menina serem apagados
Nossos passos, outrora, cadenciados
Perderem-se, agora, por caminhos bifurcados.

Do que fomos sobrou apenas essa dor latente no peito
E um coração dilacerado
Uma tristeza indelével, por saber o quão felizes teriam
sido os nossos dias
Se tivéssemos tido um ao outro do lado.

Que peça o destino nos pregou
Apagando nosso céu, de estrelas pontilhado
Fazendo nossas noites , serem pretas, sem brilho, apagadas
Sem as alegres quimeras, por nós, antes, partilhadas.

( Inezinha Resende)



Um comentário:

Rosi Alves... disse...

Amei poetisa fico por aqui te seguindo...um abraço linda tarde